Olhando da sacada...
"O que importa não é, o que as pessoas fazem com você, e sim
o que você faz com aquilo, que te fazem".
Edegar Ademir de Oliveira
Com seis anos de idade, fiquei sabendo, que não era filho do
homem, que vivia com minha mãe.
Ela foi abandonada, pelo namorado assim, que ficou gestante,
então ela me via como a frustração de um amor não correspondido.
Já o meu padrasto, fazia o papel no contexto mais hostil da
palavra.
Foi então neste período, que comecei a compreender, porque aquele
garotinho de seis anos de idade, ficava chorando ao lado de fora do quarto de
seus pais, nas manhãs de domingo, enquanto eles divertiam-se com sua irmã recém
nascida as portas trancadas, proibindo-o de
entrar.
A vida foi seguindo seu curso, e cenas como esta repetiram-se
e continuarão acontecendo ao longo do percurso, seja dentro ou fora do contexto
familiar.
Por exemplo eu lembro, que em certa ocasião ainda no ensino
fundamental, fui deixado do lado de fora do time de futebol da escola, porque
eu não tinha um Kichute (calçado adequado, para pratica do esporte na época).
É aprendi desde cedo, que as pessoas muitas vezes colocam
você do lado de fora da vida delas.
Mas isto é uma constante, afinal quem nunca foi colocado de
fora da vida de alguém em alguma circunstância, ou colocou alguém, para fora de
sua vida.
“É como se mandassem você, para a sacada, por falta de
espaço dentro do apartamento, mas sabe de uma coisa, a visão da sacada é mais bela
e muito mais ampla”.
Edegar Ademir de Oliveira


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