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sexta-feira, 26 de junho de 2015

A carta


A carta

Querido filho, após cinco anos de dedicação aos estudos, você está prestes a formar-se.

Seu olhar revela uma certa dose de preocupação com o futuro.

Isto é compreensível, pois em seu lugar eu também estaria apreensivo, devido ao cenário atual de nossa economia.

Mas em momento algum eu lhe disse, que seu caminho seria fácil.

A vida é feita de obstáculos diários e viver com dignidade é um desafio cotidiano.

Está chegando o memento de mostrar, que você foi forjado com o fogo da fé, do entusiasmo, da ética, determinação e persistência, eu continuarei a ajuda-lo, como sempre fiz, mas fazer é sua tarefa.

Tenho fé em ti desde o dia em que nasceu, és um homem livre e farás o que quiser de sua vida, tudo dependerá única e exclusivamente de você e suas escolhas.

O que os homens chamam de crise, você chamará de oportunidade, para isto basta olhar o cenário, por um ângulo diferente dos demais, afinal “a beleza está no olhar de quem vê”.

Quanto ao estado, sirva-o e jamais pense em servir-se dele, pois quanto mais forte ele for, mais forte será seu povo.

É possível , que em alguns momentos de sua caminhada você ande, para trás, isto é comum na trajetória de nossas vidas, mas se isto ocorrer, utilize estes passos, para impulsionar-se e pular ainda mais adiante, como fizemos ao superar as margens daquele estreito córrego, quando você era criança.

Não tenha a felicidade como objetivo, pois ela não é um alvo a ser perseguido, o segredo é aproveitar ao máximo o presente, como você mesmo me ensinou, “é melhor viver uma felicidade fracionada, do que existir  sem conhecê-la”.

Quanto Deus, não leve a ele seus problemas, mas mostre a eles o tamanho de seu Deus.

Nossas histórias são construídas com erros e acertos, aprenda com os erros e não espere aplausos por fazer o que é certo.

Boa sorte, em sua jornada.

Assinado...seu pai.

Edegar Oliveira

sábado, 20 de junho de 2015

Apedeuta



"É difícil debater um assunto com uma pessoa inteligente, mas é impossível faze-lo, com um apedeuta".

Sugerido por: Jean Marcel Vanzella
Autor: desconhecido

domingo, 7 de junho de 2015

Fio do bigode



O fio do bigode

A vida é cíclica e requer coragem e superação ao longo do percurso.

Na verdade viver é fácil, mas manter-se alicerçado na dignidade e honra, sem distanciar-se dos valores fundamentados na ética e nos bons princípios, parece ser algo cada vez mais raro e desafiador.

Estamos testemunhando uma época, onde a preocupação com o bem coletivo é ignorada em nossas escolhas e decisões a todos os momentos, alimentando a crise de valores, que parece permear o mundo atual.

Onde foram parar aqueles homens honrados, que enchiam seus filhos de orgulho através do bom exemplo.

E o fio do bigode, que tinha mais valor do que a assinatura em um pedaço de papel, parece estar cada vez mais raro?

Fazer o que é certo, parece ter deixado de ser um dever, para ser motivo de aplausos, nos dias atuais.

Estes questionamentos, envolvem uma série de reflexões.

Graças ao avanço tecnológico, por exemplo, hoje estamos a um clic do Japão, mas devido a esta mesma tecnologia, estamos mais distantes das pessoas próximas.

A felicidade tem perdido espaço, para a vaidade. 
Nesta busca insana por bens materiais e o corpo perfeito, os valores éticos e bons princípios parecem estar perdendo a batalha.

Esta corrida comum nos dias de hoje, impede o individuo de viver seus sonhos, porque assim, que o realiza, parte imediatamente em busca de outro, esquecendo que conquistar algo, só faz sentido, se de alguma forma usufruímos desta conquista.

Mas ninguém é dono da verdade, quem somos, para querer que o mundo pense e aja como nós. Cada cabeça é um grande universo, repleto de sonhos.

Certamente esta diversidade é uma fonte inesgotável de interesses , que não podem sobrepor-se ao bem coletivo, uma vez que somos seres sociais e devemos fazer o que é certo, sem esperar aplausos.


“O homem sem princípios, geralmente não tem caráter, pois se tivesse nascido com com caráter, teria experimentado a necessidade de criar princípios, para si”
Sebastien Roch Chamfort


Edegar Oliveira