O fio do bigode
A vida é cíclica e requer coragem e superação ao longo do
percurso.
Na verdade viver é fácil, mas manter-se alicerçado na
dignidade e honra, sem distanciar-se dos valores fundamentados na ética e nos
bons princípios, parece ser algo cada vez mais raro e desafiador.
Estamos testemunhando uma época, onde a preocupação com o
bem coletivo é ignorada em nossas escolhas e decisões a todos os momentos,
alimentando a crise de valores, que parece permear o mundo atual.
Onde foram parar aqueles homens honrados, que enchiam seus
filhos de orgulho através do bom exemplo.
E o fio do bigode, que tinha mais valor do que a assinatura
em um pedaço de papel, parece estar cada vez mais raro?
Fazer o que é certo, parece ter deixado de ser um dever,
para ser motivo de aplausos, nos dias atuais.
Estes questionamentos, envolvem uma série de reflexões.
Graças ao avanço tecnológico, por exemplo, hoje estamos a um
clic do Japão, mas devido a esta mesma tecnologia, estamos mais distantes das
pessoas próximas.
A felicidade tem perdido espaço, para a vaidade.
Nesta busca
insana por bens materiais e o corpo perfeito, os valores éticos e bons
princípios parecem estar perdendo a batalha.
Esta corrida comum nos dias de hoje, impede o individuo de
viver seus sonhos, porque assim, que o realiza, parte imediatamente em busca de
outro, esquecendo que conquistar algo, só faz sentido, se de alguma forma usufruímos
desta conquista.
Mas ninguém é dono da verdade, quem somos, para querer que o
mundo pense e aja como nós. Cada cabeça é um grande universo, repleto de sonhos.
Certamente esta diversidade é uma fonte inesgotável de
interesses , que não podem sobrepor-se ao bem coletivo, uma vez que somos seres
sociais e devemos fazer o que é certo, sem esperar aplausos.
“O homem sem princípios, geralmente não tem caráter, pois se
tivesse nascido com com caráter, teria experimentado a necessidade de criar princípios,
para si”
Sebastien Roch Chamfort
Edegar Oliveira


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