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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Minha Laranja Metade



Uma das características humanas mais comum, é a de transferir responsabilidades e colocar a culpa no próximo.

Algumas pessoas, são infelizes em seus relacionamentos e responsabilizam seus parceiros ou parceiras.

Um dos principais motivos desta insatisfação é a ausência de maturidade na relação, acompanhado da crença, de que duas metades, formam um casal ideal.

Mas um dia você acorda e  percebe, que foi um erro procurar a tampa de sua panela ou sua outra metade da laranja, pois em uma relação, ambos devem estar inteiros, bem resolvidos, de bem com a vida e em paz consigo mesmo.

Quem está pela metade, não consegue se quer, fazer feliz a si mesmo.

Finalmente entende, que sua felicidade, não está condicionada ou tão pouco será encontrada em outras pessoas.

Mas conseguirá buscá-la dentro de você mesmo a todo o instante, em simples observar das estrelas em uma noite de céu claro ou no som da chuva, caindo enquanto você lê um bom livro.

Definitivamente, amor é um sentimento nobre, por isto é importante protegê-lo, não sufoca-lo ou negligencia-lo, e a melhor forma de fazer isto, é compara-lo a um punhado de areia em suas mãos.

Se apertar, a areia sai entre seus dedos.
Se abrir muito, o vento a leva embora.
Portanto o ideal é abrir de forma, que a areia não fique pressionada e ao mesmo tempo esteja protegida em suas mãos.

Amar também, não significa apropriar-se do outro, esperando que ele viva sua vida, ou exija com que você viva a vida dele.
Amar é respeitar, ser flexível e entender, que dentro de um relacionamento, existem dois seres distintos, com anseios, sonhos e desejos individuais, que devem ser preservados.
No entanto, responsabilidade, compromisso, cumplicidade e fidelidade devem permear a relação e os objetivos do casal devem ser comuns.

E por fim, lembre-se, que maturidade, felicidade e amor, andam de mãos dadas.

Mas como diz Shakespeare "maturidade não está relacionada a quantos aniversários você celebrou, e sim com o que fez de suas experiências".


Edegar Oliveira


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