Muitas vezes, criticamos ou
condenamos indivíduos, que se quer conhecemos, pelo fato de praticarem o mal
exemplo.
Como especialista em relações
humanas, já defendi a teoria, de que, não devemos julgar alguém sem nos colocar
no lugar desta pessoa, uma vez que em situação idêntica talvez agíssemos da
mesma forma ou até mesmo pior.
No entanto, apesar de ser
influenciado pelo ambiente onde crescemos e vivemos, cada ser é provido de seu próprio caráter, que sobrepõe-se ao cenário, funcionando como uma blindagem que, protege seus valores e princípios, mantendo a conduta ilibada do individuo.
É verdade, que a vida nos oferece
opções e talvez, por isto cada homem tem suas escolhas alinhadas com seus
valores.
Mas porque raramente nos
deparamos com pessoas, que assumem seus erros.
Uma das explicações, talvez seja
o fato de que cada um tem sua própria versão sobre o que é certo e o que é
errado, esquecendo ou ignorando, que o que é errado é errado e pronto,
independente da dimensão do erro.
Desta forma o individuo não se vê
como réu, admitindo no máximo ter sido mal interpretado.
Um exemplo conhecido, pela história
foi a prisão de Al Capone, quando o gângster se declara inocente e perseguido,
por vender bebidas alcoólicas.
Ignorando, a lei que, proibia a
comercialização destes produtos naquele período da história americana e
certamente esquecendo, os homicídios, que caiam sobre suas costas.
Pois no ponto de vista do criminoso,
se existia uma contraversão, esta era praticada pelo estado que, privava o
cidadão de beber.
Bom se nem mesmo este criminoso,
conseguia enxergar a contraversão em suas práticas, como podemos esperar, que
nossos vizinhos, colegas ou chefes, sejam capazes.
Se praticar o mal exemplo, é por
si só uma atitude grave, imagine quem se quer consegue enxergar que, está
errado.
Considerando, que não somos
passivos de falhas, assumir e corrigir nossos erros, torna-se uma postura
nobre.
Edegar Oliveira


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